Deprecated: mysql_connect(): The mysql extension is deprecated and will be removed in the future: use mysqli or PDO instead in /home/storage/0/67/9a/angiologista/public_html/base/funcoes.php on line 13
Síndrome da Trombose Venosa Profunda | Angiologista.org
Angiologista.org

Síndrome da Trombose Venosa Profunda

Dr. Hugo Coelho Neves - 06 de agosto de 2014

(1 comentário)
COMPARTILHE:

 

Defina-se como trombose a formação de um complexo plaquetário-coágulo (trombo) em qualquer lugar do sistema cardiovascular, que surge pela ativação do sistema de hemostasia. Este processo é fisiológico e necessário à vida, porém, passa a ser patológico quando ocorre de modo exagerado em local e em hora desnecessária.

A doença tromboembólica é uma complicação grave e apresenta uma incidência cada vez maior, que pode ser atribuído à várias situações, como: aumento do número de idosos, de internações e cirurgias hospitalares, de acidentes traumáticos e os avanços da medicina, que contribuem para afirmar o diagnóstico.

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação acidental de um trombo em veias profundas acompanhado da sua obstrução total ou parcial. A fisiopatologia desta afecção pode ser entendida através da Tríade de Virchow, que corresponde à: estase circulatória (diminuição do fluxo sanguíneo), lesão endotelial (diretamente ligado à ativação do sistema de hemostasia) e aumento do fenômeno de coagulação.

Após a compreensão da fisiopatologia é possível apontar alguns fatores de risco, que tem grande importância para utilização de medidas preventivas. Tais fatores são: idade, obesidade, traumas venosos (acidentais ou cirúrgicos), repouso absoluto (internações hospitalares), insuficiência cardíaca congestiva, gestação (principalmente no período pós-parto), uso de anovulatórios, história prévia de TVP ou embolia pulmonar, uso de cateteres intravenosos, vasculites, portadores de trombofilias, entre outros.

É importante ressaltar que os fatores de risco não são causas isoladas da trombose venosa profunda, para a formação do trombo deve haver a lesão endotelial e a estase venosa, sendo que o estado de hipercoagulabilidade soma um maior risco para o início do processo.

O quadro clínico depende da extensão do trombo, da veia comprometida, da reação inflamatória intravenosa, do comprometimento capilar e da ocorrência de fragmentação do trombo, que pode causar com maior probabilidade nas TVP proximais a síndrome da Embolia Pulmonar .

Com isso, essa afecção pode apresentar desde forma assintomática (correspode à 50% dos casos) até formas mais agressivas (Flegmasia alba dolens e Flegmasia cerulea dolens) que podem necessitar de intervenção imediata.

As manifestações típicas desta síndrome, que quando presente é denominado de “forma franca” por Mello, incluem os seguintes sinais e sintomas: Edema (manifestação mais frequente e apresenta maior incidência na panturrilha com presença dos sinais de Duque e de Neuhof), Turgência das veias superficiais (Sinal de Pratts ou veias sentinelas de Partt) e não há mudança da coloração e nem da temperatura (exceto nas formas de Flegmasia alba dolens e Flegmasia cerulea dolens).

Outro ponto importante é em relação a dor, que geralmente não esta presente no início do quadro ou é de caráter vago como uma “sensação de peso”. Isto ocorre, pois a dor é determinada pelo processo inflamatório reacional ao trombo e no sistema venoso profundo essa reação é tardia, só ocorre por volta de 7 a 10 dias do início da síndrome.

Alguns exames complementares (eco-colordoppler, ecografia, flebografia, fibrinogênio marcado, exames laboratoriais, entre outros) podem ser necessários para afirmar o diagnóstico, avaliar o local e a extensão do trombo, pesquisar as causas desencadeantes e para acompanhamento do tratamento e da evolução da doença.

O tratamento da síndrome da TVP engloba dois objetivos fundamentais, que são: a Profilaxia da embolia pulmonar (repouso no leito com o membro inferior elevado por pelo menos 7 a 10 dias acompanhado de heparinoterapia), que apesar do repouso facilitar a extensão do trombo, é indicado por essa fase aguda ser a de maior chance de fragmentação do trombo.

O segundo objetivo é o Tratamento da trombose propriamente dita, onde o ideal para evitar as seqüelas seria a trombectomia ou a utilização de medicações fibrinolíticas, que apresentam alguns incovenientes (deve ser feito nas primeiras 72 horas, alto custo e requer monitorização laboratorial). Na maioria dos casos, não é possível a realização desta conduta, sendo empregado o tratamento de rotina com repouso e heparinoterapia na fase inicial e, posteriormente, deve ser estimulado a deambulação e trocado o anticoagulante para cumarínico.

Entretanto, o principal tratamento é evitar surgir a trombose venosa profunda, pois, quando instalada a veia não retorna ao estado normal anterior (exceto com o uso adequado de fibrinolíticos ou o tratamento cirúrgico), permanecendo as seqüelas, como a lesão valvular e a dilatação do segmento afetado. Por isso, esses pacientes devem seguir em acompanhamento pelo Angiologista, para obter instruções médicas na tentativa de minimizar a instalação e a evolução da Síndrome Pós-trombótica ou Síndrome da Insuficiência Venosa Crônica.

É primordial que já nos primeiros sintomas e sinais seja feita a procura ou o encaminhamento ao Angiologista, afim de promover uma consulta especializada com uma avaliação do comprometimento vascular existente. Pois, quanto mais precoce for feito o diagnóstico correto, mais rápido será empregado o tratamento adequado e maior será a possibilidade de uma resposta terapêutica satisfatória.

Comparação da Circunferência dos membros.   

Foto 01: Realização da comparação das medidas das circunferências das pernas.

 

Referências Blibliográficas:

-Mello N A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter,2002. 268p

-Mello N A. Angiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1998. 322p

-Maffei, F H A; Rollo, H A. Trombose Venosa Profunda dos membros inferiores: Incidência, Patogenia, Patologia, Fisiopatologia e Diagnóstico. In: Francisco H. de A. Maffei; Sidnei Lastória; Winston B. Yoshida; Hamilton A. Rollo; Mariangela Giannini; Regina Moura (Eds.). Doença Vascular Periférica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2008. 1557-1578p

 

Angiologista.Org - Tudo sobre Angiologia

Nosso Facebook: www.facebook.com/angiologista.org

Nosso Twitter: @angiologista

 

COMENTE ESTE ARTIGO
NOME:
COMENTÁRIO:
Esta área é exclusiva para comentários. Em caso de dúvidas clique aqui.
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS (1)
Radi Jafar diz: 29/07/2014 - 08:47
ARTIGO MUITO BOM. PRÓPRIO DA ESCOLA DO PROFESSOR FERNANDO DUQUE.
NOSSA ESCOLA CONTINUA SEMPRE REFERÊNCIA NACIONAL E INTERNACIONAL, SOB O COMANDO
DO COMPETENTE MESTRE DR NEY ALMEIDA MELLO, DE QUEM TENHO O ORGULHO DE SER AMIGO.
FUI DA TURMA DE 1970, JUNTAMENTE COM 5 OUTROS COLEGAS: PEDRO NICOLAU PEDRO, GETULIO SESSIN, ELIAS ABDALA, MARIO FORTES, ELCIO PEDROSA.
PARABENS PROFESSORES NEY E SONIA.
  • Youtube
  • Twitter
  • Facebook
  • SIGA-NOS:

Tsuru

desenvolvido pela