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O Retorno Venoso

Dr. Hugo Coelho Neves - 10 de outubro de 2011

(1 comentário)
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O estudo do retorno venoso tem como base três pilares: um Princípio físico, um componente vis a tergo e os componentes vis a fronte.

Um princípio da física diz que para se romper um sistema em equilíbrio não é necessário grande gasto de energia. Ao aplicar esse conhecimento no estudo da circulação, concluimos que para movimentar a massa líquida (sangue) não há necessidade de grande gasto energético.

No sistema circulatório, há diversas forças que agem para manter o movimento sanguíneo no nosso corpo. O capilar é o elemento primordial desse sistema, por ser responsável em oferecer os nutrientes necessários para célula e em retirar os excretas celulares. Assim, essas forças atuantes são divididas em Vis a Tergo (conjunto de forças presentes antes de chegar ao capilar) e Vis a Fronte (conjunto de forças presentes após o capilar).

O Vis a Tergo corresponde unicamente à contração do ventrículo esquerdo, que é o mecanismo que tem maior ação no retorno venoso.

O Vis a Fronte corresponde a um conjunto de forças, que agem de maneira harmoniosa e favorecem a pregressão do fluxo venoso, são elas:

Plexo Venoso Plantar de Lejars: Pelo posicionamento anatômico das veias plantares, ao deambular, ocorre uma compressão nesses vasos, que pelo aumento da pressão intravasal, faz progredir de modo mais rápido o sangue contido nessas veias.

“Coração” Periférico de Barrow: É a compressão de grupos musculares (panturrilha) sobre as veias dos membros inferiores. É uma ação conjunta da contração muscular e das válvulas, e estas agem impedindo tanto o fluxo retrógrado do sangue como o refluxo pelas veias pérfuro-comunicantes, que ligam as veias do sistema venoso superficial ao profundo. Esta é a principal força que age no Vis a Fronte. (Ver artigo explicativo: “Coração” Periférico de Barrow)

Pressão Negativa Estática Intratorácica: Facilita a passagem de sangue dos segmentos inferiores da veia cava para o segmento torácico.

Ação do Diafragma na respiração: Na inspiração com o rebaixamento do diafragma, a pressão intra-abdominal aumenta e, como consequência, eleva a pressão sobre a veia cava inferior. Na expiração, ocorre aumento da pressão intratorácica negativa, já relatado anteriormente.

Dilatação das câmaras cardíacas: na diástole, com a dilatação ou auricular ou ventricular, determina a queda da pressão na cavidade, o que facilita a passagem de sangue para o seu interior.

Batimento arterial nos troncos vásculos-nervosos: Esse batimento ocasiona um aumento da pressão intra-vasal na veia adjacente, que aumenta a progressão sanguínea.

Sendo importante ressaltar que qualquer falha nesses elementos pode determinar estase venosa, que se repercutir na microcirculação (estase capilar) instala a Síndrome da Insuficiência Venoca Crônica.

Fig.1: Princípio Físico                                      Fig.2: Esquema Retorno Venoso

(Foto: Fig.1- Princípio Físico: para movimentar a massa líquida (sangue) não há necessidade de grande gasto energético. Fig.2 - Esquema mostrando o Capilar como divisão entre as forças do Vis a Tergo e do Vis a Fronte.)

Referências Blibliográficas:

-Mello N A. Angiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1998. 322p

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS (1)
alesandra diz: 18/11/2014 - 15:47
muito bom.
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