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Tromboflebite Superficial

Dr. Hugo Coelho Neves - 22 de novembro de 2012

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Na Síndrome das Flebites Superficiais, o processo inflamatório esta presente desde o início pois o fator desencadeante é sempre a agressão ao endotélio venoso (por exemplo: infecção, trauma, substâncias injetadas, entre outros), que determinam a reação inflamatória na parede da veia. E No sistema venoso superficial, o processo inflamatório sempre desencadeia à uma trombose. Por esses motivos, as flebites superficiais são denominadas de tromboflebites.

A maior incidência ocorre em mulheres portadoras de varizes em membros inferiores, principalmente em tabagistas. Ao contrário, a ocorrência em crianças é baixa, quando presente geralmente é causada por cateterismo venoso prolongado.

O diagnóstico é facilitado pela localização do processo, identificados como cordões endurecidos, com formações nodulares, palpáveis logo abaixo da pele. A flebite, que acontece de modo intenso, gera uma periflebite, que “contamina” a pela adjacente, determinando precocemente uma dermatite por proximidade. Com isso, a pele torna-se vermelha, quente e dolorosa (queimação local), que aumenta com a palpação.

Geralmente, não há necessidade de exames complementares para concluir o diagnóstico, exceto, em casos com suspeita de Trombose Venosa Profunda ou outras doenças associadas.

As tromboflebites superficiais podem ser primárias ou secundárias. A forma clínica primária (forma essencial) ocorre quando aparentemente não tem causa, mesmo após algum tempo de investigação. Na forma secundária, a anamnese indica que o processo inflamatório venoso é reação à agressão ao endotélio e tem alguns tipos que merecem destaques, como: flebites infecciosas, flebites por injeções intravenosas, flebites por cateter venoso e varicoflebites.

As complicações mais graves dessa afecção são a trombose venosa pronfunda e a embolia pulmonar, porém, na maioria dos casos, o prognóstico é de caráter benigno, não comprometendo o retorno venoso e raramente apresentando complicação do embolismo pulmonar.

O prognóstico é reservado em algumas situações, tais como: na forma secundária (depende da causa base); quando se propaga ao sistema venoso pronfundo e; quando se localiza na coxa (aumenta o risco da trombose se propagar à croça da safena e gerar síndrome embólica)

Como já foi dito, as tromboflebites superficiais geralmente encaminham com uma evolução benigna. Porém, podem deixar seqüelas, tais como: Cordão fibroso (o processo trombótico evolui para fibrose, que determina a permanência do cordão venoso endurecido); Pigmentação parda (a dermatite por contaminação pode causar excessivo extravasamento de sangue no trajeto venoso); Hipertricosa (a inflamação cutânea estimula os folículos, que estão sobre o trajeto da veia) e também podem ocorrer alterações tróficas da pele, que acarretam à ulcerações.

Como tratamento, pode ser utilizado calor úmido local, medicamentos inflamatórios, repouso com a perna elevada (com orientação de movimentação ativa, para evitar imobilização e facilitar a propagação trombótica), uso de meia elástica compressiva e, em alguns casos selecionados, pode ser orientado o uso de anticoagulação ou até o tratamento cirúrgico.

É primordial que já nos primeiros sintomas e sinais seja feita a procura ou o encaminhamento ao Angiologista, afim de promover uma consulta especializada com uma avaliação do comprometimento vascular existente. Pois, quanto mais precoce for feito o diagnóstico correto, mais rápido será empregado o tratamento adequado e maior será a possibilidade de uma resposta terapêutica satisfatória.

Fig.1:Tromboflebite Superficial     Fig.2: Varicoflebite

(Foto: Fig.1- Tromboflebite superficial com dermatite por contaminação da pele. Fig.2- Varicoflebite em processo de drenagem local)

Referências Blibliográficas:

-Mello N A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter,2002. 268p

-Mello N A. Angiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1998. 322p

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