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lcera Isqumica de Martorell

Administrador Angiologista - 09 de outubro de 2011

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Sinonímia: Úlcera hipertensivo-isquêmica, úlcera hipertensiva de Martorell, úlcera isquêmica de Martorell, úlcera de Martorell, ulcus cruris hypertonicum, Síndrome de Martorell.

          Descrita pela primeira vez em 1945 por Martorell, esta afecção representa uma forma de úlcera na pele determinada pela doença hipertensiva sistêmica. Geralmente ocorre em mulheres com a pressão diastólica em valor alto, superior ou igual à 120mmhg.

          Os pacientes com hipertensão arterial sistêmica apresentam (de forma primária ou secundária) um comprometimento arteriolar, que inicialmente ocorre como um vasoespasmo e, com a evolução de agravamento da doença, desenvolve uma hipertrofia da camada média e uma hiperplasia da endotelial (arteríola com aspecto em “bulbo de cebola”). Essas transformações determinam a diminuição da luz arteriolar ou até oclusão do vaso, acarretando uma isquemia local.

          Importante ressaltar que as lesões encontradas nas arteríolas próximas da úlcera são as mesmas encontradas nas arteríolas de regiões que também estão sofrendo com o processo hipertensivo sistêmico, frequentemente a retina e os rins.

          O quadro clínico inicia ou de forma espontânea ou após algum pequeno trauma com uma área avermelhada de extensão variável e geralmente na região supramaleolar na face lateral externa da perna, que em poucos dias passa a ter uma coloração cianótica. Com o agravamento, surgem bolhas sanguinolentas, necroses locais e úlceras de carácter isquêmico.

          Se o paciente for portador de Diabetes mellitus, as manifestações se apresentam de forma mais complexa.

          O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras doenças que causam úlcera isquêmica, como: Diabetes mellitus, colagenoses (Lúpus eritematoso sistêmico), anemia falciforme, livedo reticular, periarterite nodosa, entre outras.

          O tratamento deve ser amplo, sendo necessário somar o tratamento da úlcera isquêmica com o tratamento da doença hipertensiva e atentar para doenças sistêmicas associadas.

É primordial que já nos primeiros sintomas e sinais seja feita a procura ou o encaminhamento ao Angiologista, afim de promover uma consulta especializada com uma avaliação do comprometimento vascular existente. Pois, quanto mais precoce for feito o diagnóstico correto, mais rápido será empregado o tratamento adequado e maior será a possibilidade de uma resposta terapêutica satisfatória.

lcera Hipertensiva de Martorell

(Figura: Mello N A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter,2002)

Referências Blibliográficas:

-Mello N A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter,2002. 268p

-Mello N A. Aula: Úlcera Isquêmica Hipertensiva de Martorell. Curso de Especialização em Angiologia da Esc. Med. Pós-graduação da PUC-Rio, 2010.

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