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Microcirculao da Pele

Dr. Hugo Coelho Neves - 15 de setembro de 2011

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Desenho esquemtico da microcirculao da Pele.

Componentes da Microcirculação:

-Sistema de Oferta:

          Pequenas Artérias Terminais: em média, têm o diâmetro da luz de 0,5 a 3mm e com parede de o,5 a 1mm.  São os componentes nos quais se encontram as comunicações arteriovenosas. Podem ter o mesmo calibre externo das arteríolas, porém possuem a camada média menos desenvolvida.

          Arteríolas: são os vasos que apresentam maoir desenvolvimento da camada média (musculatura lisa). Em média, possuem de 30 a 300µm, geralmente não maior que 200µm, e a espessura da parede é de 10 a 30µm. Devido a essa exuberante musculatura lisa e por promover grande resistência ao fluxo sanguíneo, as arteríolas possuem duas importantes funções na hemodinâmica, tais como: Vasos de resistência (são as responsáveis em manter os valores altos da pressão arterial sistêmica) e Decapitadora de pressão (determinante da queda brusca e da manutenção de pressão quando o sangue passa para os capilares)

          Metarteríolas: são a continuação das arteríoas, porém com a pressão menor e a camada muscular menos desenvolvida. Apresentam calibres entre 5 a 9µm e entre as fibras da musculatura lisa surgem os capilares potenciais. Também são chamadas de arteríolas terminais¹.

-Sistema de Retorno: o retorno do líquido é feito por duas vias: via venosa (pré-vênulas, vênulas e pequenas veias) e via linfática (capilares linfáticos e canais coletores).

          Pré-Vênulas: diferem dos capilares por apresentarem camada adventícia e não possuem as características das vênulas. É um setor importante para compreenção das anormalidades na microcirculação, sendo um local de saída de líquidos, além dos que saem pelos capilares.

          Vênulas: são vasos coletores que possuem pelo menos uma das seguintes características: ter diâmetro de 30 a 50µ, ter fibra nervosa na camada adventícia, ter fibra muscular lisa na camada média ou ter uma válvula na camada íntima.

          Pequenas Veias: apresentam diâmetro maior que 50µ e comunicam-se com as pequenas artérias através das comunicações arteriovenosas.

          Capilares Linfáticos: canais diferenciados que se iniciam em forma de dedo de luva, ao nível da microcirculação. São formados por células endoteliais sem membrana basal, o que diferencia dos capilares sanguíneos. Apresentam calibre entre 15 a 75µ com comprimento em torno de 0,5mm e são fixados ao tecido conjuntivo.

          Canais Coletores: possuem células endoteliais contínuas com membrana basal, camada muscular e fibras elásticas. Os capilares linfáticos confluem formando os coletores pré-nodais, que se dirigem aos nódulos linfáticos (Linfonodos). Deste linfonodo saem os coletores pós-nodais, que se juntam formando os troncos linfáticos. Por fim, estes troncos formam os condutos linfáticos que se lançam na junção das veias subclávias com as jugulares internas (ângulo de Pirogoff).

Os vasos linfáticos têm características especiais, como: ser independente fisiologicamente, circular em direção única (dos órgãos ao coração), não apresentam hemácias, ser a via de eliminação de macromoléculas do interstício e terem luz de 4 a 5 vezes maior que a luz dos capilares sanguíneos.

Sendo importante constatar, que o retorno da água ao sair pela parede dos capilares nos processos normais de nutrição dos tecidos, ao sistema sanguíneo se faz na maior parte pela via venosa (reabsorção capilar). Porém substâncias como proteínas de baixo peso molecular, corpúsculos sanguíneos (hemácias, leucócitos e plaquetas) e lipídeos não conseguem voltar aos capilares sanguíneos. Estas substâncias, que carreia uma certa quatidade de água, retornam ao sistema sanguíneo quando o sistema linfático lança o seu conteúdo no sistema venoso.  

-Sistema de Intercâmbio: os capilares  são extremamentes finos e formados somente por células endoteliais (endotélio). São estimados em 10 bilhões de capilares com uma área de superfície total de 500 a 700 m², o que permite a nutrição de todas as células do corpo. Qualquer célula não fica mais que 50µ de distância do capilar, com exceção dos tecidos que exigem menos quantidade de nutrientes.²

          Capilares Preferenciais: representam a continuidade das metarteríolas, que por isso, não apresentam obstáculo à progressão do fluxo sanguíneo. São permanentemente perfundidos e, em condições de repouso, são via de passagem de 75% do sangue que passa pela arteríola. Também são chamadosde canais preferenciais ou vasa pública³´&8308;.

          Capilares Potenciais: são os capilares com maior responsabilidade nas trocas metabólicas. Iniciam-se apartir das paredes das metarteríolas, sendo que as fibras musculares destas funcionam como verdadeiros esfíncteres pré-capilares. Possuem o diâmetro de 6µ (inferior ao das hemácias - 8µ) e têm a potencialidade de serem perfundidos quando os tecidos acumulam metabólicos (substâncias vasodilatadoras), por isso, são chamados de potenciais ou de vasa privata.³

-Sistema de Curto-circuitos: são as comunicações pelas quais o sangue consegue passar do sistema arterial para o sistema venoso sem fluir pela rede capilar. Elas podem ser de duas formas:

          Comunicações Arteriovenosas: comunicam as pequenas artérias às pequenas veias e têm importância no mecanismo de termorregulação. São chamadas de glomus ou formação angiomioneural por serem contituídas de: um canal (angio), camada muscular bem desenvolvida (mio) e fibras nervosas (abundantes).

          Camunicações Arteriolovenulares: comunicam as arteríolas às vênulas e são meros canais passivos, não possuem musculatura lisa nem fibras nervosas.

 

Referências Blibliográficas:

-Mello N A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter,2002. 268p

1.Guynton A C and Hall J E: Textbook of Medical Physiology (Chap.16 – Microcirculation and the Lymphatic System...). W. B. Sauders Co. Philadelphia, 1996.

2.Gross J F and Popel A (Eds): Mathematics of Microcirculation Phenomena. New York, Raven Press. 1980.

3.Havlicek: (citado por Telles E.S. Telles et all)

4.Telles E S, Telles G S e Lima J R T: Microcirculação – um novo enfoque. Edição Abbott.

 

 

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